quarta-feira, 14 de abril de 2010

Santa Ingenuidade, rogai por nós...!


Hoje é dia 02 de abril de 2010. Sexta-feira Santa. Dia de peregrinações e tantas outras demonstrações de fé para com a história de dor e sofrimento descrita na bíblia, sobre um homem chamado Jesus Cristo (ou como preferir), que foi julgado, condenado, martirizado, morto e sepultado. Já no primeiro domingo após esta data ficou determinado à comemoração da Páscoa. Pois bem! Nada de carne vermelha. A picanha fica ‘proibida’. Somente bacalhau.

Diante destes fatos religiosos em que convivo anualmente, desde minha infância percebo que de nada vale cada gesto oferecido aos pés das inúmeras estátuas de Cristo, pelo nosso imenso Brasil de maioria católica. E neste momento generalizo, colocando neste balaio até mesmo pessoas do meu convívio, pois para os moldes conscientes dos brasileiros do século XXI, Jesus Cristo seria um ser ingênuo. Talvez o tenham tratado desta maneira a dois mil e dez anos atrás. Mas como poderia um homem aceitar sua penitencia e percorrer um longo caminho, carregando o peso de uma enorme cruz em suas costas aos gritos de soldados insolentes municiados por seus chicotes, sem o menor pudor em usá-lo no corpo daquele pobre homem. Tenho certeza que a maioria gritaria em seus ouvidos: “Justiça, justiça...!”

Não faço tal discurso como descrente ou qualquer outro sinônimo, e sim, como exímio observador que sou. Jesus Cristo seria sim descrito em jornais, revistas, conversas de bar e salões de beleza como ingênuo. Como poderia Ele perceber que não é culpado pelos seus atos mentirosos? Como poderia Ele deixar crucificá-lo? O júri popular seria sua melhor condenação. Caso o soltassem no meio do povo, certamente seria linchado até a morte. Se Ele ressuscitasse após três dias, talvez até o perdoassem.


Nietzsche escreveu certa vez: “Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade”. Talvez isso defina porque não sabemos quem somos e porque continuamos aos olhos dos outros, ingênuos perante o mau-caratismo alheio. Falha moral ou apenas reflexo histórico? Acho que Jean Jaques Rousseau já tinha a resposta: “O povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas, por ele próprio, nem sempre o conhece”.


Apesar de tudo e todos, continuarei a minha peregrinação à realização e reconhecimento ingênuo diante dos desinteressados pelo bem estar coletivo. Sempre tentando não cometer falácias e quem sabe tomando algumas multas de trânsito. Porque observei uma coisa convivendo comigo mesmo. Quando pensar que estou certo, terei certeza do meu erro. Sempre convivendo com seres inteligentemente humanos. Uns juntando inimigos outros juntando dinheiro. Guerreiro de fé. Desculpe! Esqueci de me apresentar. Muito prazer Mammon!

Um comentário:

Carlos Felipe disse...

Eai Sagui,

As pessoas hj em dia estão perdendo o conceito do certo e errado. Ajudar é perca de tempo e tempo é dinheiro. Com isso todos acabam endinherados e sozinhos.
Só Jesus para Salvar.rs
abc. Felipe