segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"BAGUNÇAVILLE"




Talvez esta seja a melhor definição para a Joinville que hoje resido. Uma bagunça generalizada. Ninguém se entende. O executivo e o judiciário parecem cão e gato. O executivo em especial parece uma barata tonta. O judiciário jogando o veneno e o executivo tentando se proteger de qualquer forma. Ai eu pergunto. E a população nesta história toda?

Particularmente sinto-me órfão do governo municipal. Nada é feito diante de tantas denúncias do esquecimento público. Poderia sim, citar diversas “promessas” feitas pelo atual governo municipal nas últimas eleições, mas não farei isso por um único motivo. Iria cometer o mesmo erro do prefeito. Apenas inflar o meu ego com informações desnecessárias. Pois é isso que o nosso governo está fazendo. Se preocupando apenas com a sua imagem diante da população acuada pela falta de competência governamental.

Saneamento básico, segurança, vias asfaltadas, transporte público mais barato, atendimento que valoriza o cidadão, prestação de contas, saúde de qualidade, escola para todos e moradia é obrigação de quem governa fornecer. Obrigação e não um favor. Pois é assim que todos nossos governantes nos atendem. Isso quando nos atendem. Jogam em nossas caras nas campanhas eleitorais que fizeram isso ou aquilo. Então volto a perguntar. E a população nesta história?


A discussão criada pela secretária de comunicação de Joinville revela mais uma falha no sistema executivo da cidade. No jornal A Notícia de domingo, dia 04 de setembro, ela diz que escreveu seu artigo intitulado “Nossaville” - publicado como réplica ao texto “Buracoville” - no dia 30 de agosto em defesa do governo municipal.


Desculpe-me secretária, mas tapar os olhos para o estado indigno da cidade é confessar a falta de informação da secretaria de comunicação. Talvez a secretária deve-se mudar um pouco a sua rotina e em dias de chuva, olhar pela janela do seu gabinete. Ou melhor, me fazer uma visita lá em casa. Fazem mais de três meses que não tenho iluminação na rua e quando chega à noite é uma escuridão. Apenas os gatos do vizinho se arriscam a sair.


Buracoville, Nossaville, Bagunçaville, ou seja lá qual for o codinome. Joinville acima de tudo merece respeito. Merece ser ajudada por todos aqueles que ali residem. Merece iniciativa da opinião pública diante de tantos fatos mal esclarecidos. Joinville deveria ser lembrada por seus habitantes como uma cidade próspera e de oportunidades, como assim é. Contudo, vejo apenas a inquietude da população misturada com a ineficiência do atual governo. E aproveitando a oportunidade vou sugerir mais um nome. “Esperançaville”, de que um dia isso irá mudar.



segunda-feira, 11 de abril de 2011



Dois hipopótamos conversam tranquilamente numa bela lagoa ao sul de Massachusetts, sobre as regalias dos Deputados Federais e Senadores da Brasilândia, pequeno país ao norte do estreito de Muita Cana, localizado no centro nordeste do arquipélago de Cafeína. Conjunto de ilhas habitado principalmente por parasitas, que por sua vez procriam a cada quatro anos com a ajuda de milhares de centenas de indivíduos primariamente identificados como parte do grupo dos moluscos.

- Ei seu hipopótamo imbecil. Cadê aquele elefante burro que estava por aqui hoje de manhã?

- Não sei. Hipopótamo mal educado.

- Claro que sabe, porque não me diz?

- Dizer o quê? - Onde está o elefante!

- Deve... Sei lá...! Não me enche!

- Então me responde uma coisa. Quer trabalhar pra mim?

- Tá maluco...! Sou assessor do Rei Leão. Não troco minhas regalias por nada.

- É um imbecil mesmo. Não quer nem ao menos ouvir a proposta?

- Fala...!

- Duplico seu salário, forneço carro zero, Iphone e Ipad lançamento, apartamento avaliado e 2,5 milhões e algumas regalias.

- Regalias é bom...! Quais?

- Camarote extra-power-mega-vip em todos os carnavais de Salvador até 2025, uma Ferrari, o modelo será de sua escolha. Dois seguranças para àquelas horas em que você precisar, como por exemplo: dirigir bêbado e matar vítimas inocentes; desviar dinheiro e aparecer no jornal; dar declarações preconceituosas; dançar no horário de – possível – trabalho; ou até mesmo quando for necessário poderá usá-los para garantir a execução sumária de seus opositores. O resto virá conforme sua fidelidade ao partido.

- Interessante, qual é o seu partido?

- PSS.

- PSS?

- Partido dos Sangue Sugas, foi com esses animaizinhos espertos que entrei para a política da Brasilândia.

- Fechado, quando eu começo?

- Assim que o nosso mestre liberar.

- E quem é o mestre?

- A Lula.

- Mas ouvir dizer que a Lula é muito brava.

- É nada, a cara daquilo é assim mesmo...!

- Hummm, que bom porque pra mim cara feia é igual ao PAC.

- Como assim?

- Sem nenhuma simetria.

- Continuo sem entender.

- Tudo bem, esse é o seu trabalho.

- Trabalho? Eu sou assessor do mestre.



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"A ANTROPÓLOGA"


Lançamento 29 de abril nos cinemas dos Shoppings Iquatemi, Floripa e Itaguaçu.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mergulhei de Cabeça




Mesmo surpresos com a notícia, continuamos a caminhada. Muito ainda faltava andar até nosso destino. Lama, pouca visibilidade e o desgaste faziam de nós ainda mais preocupados com a demora. Mas prosseguimos sem esboçar qualquer reação de parar. Apenas a garrafa de água saia do cinto vez ou outra para nos hidratar. A sede era tão grande quanto a expectativa da chegada. Não imaginavamos o que iriamos encontrar por lá.
Após um bom tempo andando em mata fechada, um belo descampado surge a nossa frente. Nossos olhos se espantaram com tanta imensidão. Um fim sem fim. Montanhas e vales cobriam nossa anciedade de beleza. O ponto final parecia próximo. Tinhamos de completar a missão. Apertamos o passo. Cada vez mais, até começarmos a correr. Mas logo voltamos as nossas passadas firmes e fortes. Assim teriamos mais disposição para enfrentar o que nos aguardava.

De repente um barulho imenso nos paralisa por alguns instantes. Qualquer movimento parecia ser como a culpa pela morte. O estrondo seguia do norte para o sul como uma avalanche de raiva. Não poderiamos nos entregar ali. O primeiro novo passo foi dado. Logo avistamos a Trilha do Retorno. Conhecida assim, porque antigos moradores da região sempre retornavam de suas expedições ao ouvirem o assustador barulho que surgia entre as árvores.

Entramos na trilha e seguimos corajosos rumo ao fim de nosso encargo. O estrondo aumentava e nossa coragem diminuía. Seguimos firmes apesar da angústia de não saber o que nos esperava. Alguns metros depois podiamos sentir o frescor da brisa que molhava as plantas a nossa volta. Mais alguns passos e por fim avistamos a dona de toda aquela publicidade. A Cachoeira do Aisó. Linda e formosa. Sua postura nos deixou embasbacados. Pasmos. Nossa missão estava prestes a ser cumprida. As pedras em volta do imenso tanque que se formava aos pés da soberana queda d´água era nosso único refúgio seguro naquele instante. Passar daquele ponto nos tornaria heróis.

Sem falarmos uma palavra sentamos cada um em seu ponto de melhor visualização da imensa queda. Todos pensando qual seria a melhor forma de completar a tão desejada missão. Sem pensar muito começo a subir as pedras pelo lado direito da cachoeira. Chego ao ponto que havia almejado. Percebo ainda mais a grandeza de Aiçó. Alguns pássaros me observam nos topos das árvores. Vou até a ponta da pedra de minha escolha. Vejo todos lá embaixo me olhando curiosos para saber o que eu iria fazer. Levanto meus braços. Junto minhas pernas e respito fundo. O salto era inevitável. Pulei.

Aqueles quatro segundos até o mergulho foram eternos. Senti o coração de cada um ali perto bater mais forte. Senti o mergulho como se estive entrando em outro universo. Mergulhei um pouco e subi de volta para a superfície. Todas as minhas dores da difícil caminhada tinham desaparecido. Estava anestesiado. Quando começo a entender onde estou, logo ouço outro mergulho. Mais um e mais outro. Todos haviam pulado para completar suas missões.
Ao sair da água, ainda sem falarmos uma palavra se quer, percebemos o quanto estava frio e nossas roupas enxarcadas. O frio era imenso. Tremiamos demais. Bocas, pernas, braços, tudo. Realmente, a notícia de que as águas eram extramente geladas era verdade e que não levar algo para se secar foi uma insanidade. As dores rapidamente voltaram a nos aborrecer. Tinhamos apenas uma opção para que toda essa aflição parasse. Saltar novamente nas águas da formosa Aisó.








quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um Dia Após Outro Dia


Até o momento em que sai de casa para trabalhar, tudo parecia comum, nada alterava o meu caminho rotineiro. Os cachorros me aguardavam na porta euforicos por alguma coisa que eu pudesse dar a eles. Os pássaros voavam frenénicos em busca de qualquer coisa. A grama alta molhada como sempre. A senhora fazendo exercício na praça em frente. Como eu disse. Nada de novo. Apenas uma coisa me chamou atenção. O perfume da minha esposa quando ela entrou no carro. Muito Bom!


Dei a partida, engatei a marcha ré, gritei com um dos cachorros para ele não sair e então eu sai após o portão escancarar-se. Esperei ele fechar e fui rumo ao conhecido. Direita, direita, lombada, esquerda, lombada, lombada, direita, esquerda, direita, esquerda e enfim o objetivo. Beijinho clássico de despedida e minha mulher desembarca para mais um dia de trabalho. Dou meia volta e retorno para casa. Direita, esquerda, direita, esquerda, lombada, lombada, direita, lombada, esquerda, esquerda, enfim chego. Estaciono o carro em frente do portão e lembro-me que preciso ir até a prefeitura de Joinville resolver o problema do IPTU mais um ano. Pois é, ano passado também acumulei algumas rugas por conta da impressonante incapacidade de gestão pública do nosso governo municipal.


Como que um governo municipal eleito pela maioria do povo de-mo-cra-ti-ca-men-te - como as próprias autoridades gostam de lembrar - trata este povo com tanto desdenho? Como posso eu querer pagar os meus impostos se quem deveria zelar por eles não sabe como arrecadá-lo? Como pode um peixe vivo viver longe de água fria? Quem matou Odete Roitman? Com quantos paus se faz uma canoa? Se o mar fosse rosa borboletas não voariam? Quem souber essas respostas sinta-se supremo. Porque é mais fácil aceitar a vida como ela é, a ter que decifrar tais enigmas. Sim! São enigmas travestidos de perguntas aparentemente simples.


Meu dia presseguiu. Enfim a hora do almoço. Dois frangos empanados com recheio de presunto e queijo, um pouco de arroz, verdura picada (não me entendam mau), um copo de guaraná e muita fome. "O ministério da gula adverte, parar de fumar causa barriga". Estou parecendo um saco sem fundo. Tenho comido até dormindo. Assisto o Globo Esporte e vejo cenas da novela Ronaldinho Gaúcho. Lembro-me da palavra dinheiro, mas logo passa, pois sei que ele quer apenas jogar bola. Mudo de canal e a Record se esbalda com seu conceito de que o fim do mundo está próximo. Assassinatos, violência, prisões e casos medonhos narrados em voz firme pelos apresentadores "formadores de opinião".


O dia está em seu fim. Então passo para buscar minha mulher e retorno para casa. Um banho, depois um café acompanhado de alguns pães com queijo e requeijão. Já sei que tenho comido demais. Ligo novamente a TV e assisto aterrorizado ao caos que se formou na serra carioca. Culpa de quem? Se souber a resposta dessa também, me avise. Contudo, reparo na total falta de estrutura para se atender os feridos num caso como este. Pessoas são atendidas deitadas em lençóis na grama no mínimo úmida. Helicópteros de emissoras são utilizados para salvamento e com um otimismo cego, chamam isso de solidariedade. Eu chamo de precariedade pública.


O Estado está falido fisicamente e moralmente. Não existe se quer um plano de salvamento emergêncial para catastrofes. O porque disso eu sei a resposta. Porque somos um país de incompetência gestora absurda. Porque nossos ex-presidentes a agora nossa atual presidente, transforma um monte de lama em máscara para tirar rugas. Manipula a população tapando o sol com a peneira, mais uma vez. Dando entrevista para divulgar o seu plano emergêncial. "Os moradores atingidos pelas chuvas poderão utilizar o seu FGTS para reconstruir o que perderam". Como diria meus amigos de São Paulo. "Tá me tirando tia!". Prometem liberar milhões para ajudar os moradores desolados. Prometem ajuda, prometem, prometem, apenas prometem.


O fim do dia afinal chegou. Vou me deitar e ler um pouco. Assisto o CSI, o Big Brother levanto para ir ao banheiro escovar os dentes e tirar a água do joelho. Volto para cama, mato alguns pernelongos chatos com a minha raquete assassina e ajeito o travesseiro. Dou um cheiro na galega que já está dormindo e relaxo para acompanhá-la. De repente me vem a cabeça uma frase que vi na traseira de um caminhão um dia desses e achei muito interesssante: "Otimistas são pessimistas mal informados". A partir deste momento não me lembro mais o que aconteceu, naquele lindo dia de janeiro de 2011. Apenas me recordo de acordar ouvindo meus cachoros latindo, pois como já dizia Martin Luther King, "Uma criança, cega de nascença, só sabe de sua cegueira se alguém lhe conta".


sábado, 1 de janeiro de 2011

É Dada a Largada...!


Quem disse pão e circo? Isso não tem nada a ver com pão e circo, tem a ver com desmoralizações. Como dar risada da nossa cara. É isso que nossas autoridades fazem. Riem de nossas caras todos os dias quando acordam. Nosso país é tão cretino, que quem dá pão e circo por aqui somos nós. Damos milhões de pães para esses safados comerem todos os dias e circo quando riem de nossas caras imbecis. O logo da Olimpíada 2016 é mais uma manifestação escrota de nossas autoridades. Salve a corrupção. Para quem acredita que este símbolo traga alguma lembrança boa eu digo. O otimismo quando se está dentro de uma arena cheia de leões serve apenas para lembrar que os leões estão com fome.
Nossa “presidenta” assumiu hoje seu posto de representante da nação brasileira. Nação tosca. Medíocre. Nação burra. Não é pessimismo não. Assim que é. Assim que mais um mandato vai começar. Sem qualquer fiscalização. Sem qualquer critério. Apenas com a aprovação de uma porcentagem cega por um punhado de dinheiro entregue de mão beijada todos os meses a quem não tem e nunca terá uma oportunidade de viver dignamente. Trabalhando e sustentando suas famílias honradamente com o dinheiro fruto de seus afazeres.
Adeus ano velho feliz ano novo. Bom seria se fosse assim. Deveríamos mudar a letra para: Adeus ano velho feliz ano tudo de novo. Tudo igual, nada vai mudar nas três esferas nacionais. O judiciário continuará esmagado pelo executivo que por sua vez permanecerá guiando o legislativo. Pois nunca na história deste país o povo foi tão ludibriado. Nunca um governo foi tão mascarado e oportunista. Não me venha com blá blá blás. Oito anos se passaram e nada aconteceu de grande importância neste Brasil.
A saúde continua horrível. Ah sim, agora você tem plano de saúde. A educação é uma colcha de retalhos. Ah sim, agora você estuda em faculdade particular. A segurança é uma piada. Ah sim, ocuparam o complexo do Alemão. Não tenho a solução dos nossos problemas, mas tenho plena convicção que eles existem e estão todos os dias a nossa frente. Hoje você foi até a padaria e comprou pão? Pois então, o preço do pão aumentou. Você paulista vai pegar táxi? Pois então, o preço do táxi também aumentou. Você joinvilense vai pegar ônibus? Pois então, o preço do ônibus mais uma vez aumentou. Você brasileiro vai querer parcelar algo que queira comprar. Pois então, os juros continuam altos. Tudo bem, hoje ainda é o primeiro dia do ano. Vamos relaxar e gozar. Estou de folga e não quero me incomodar. Se der, na segunda-feira penso nisso. Mas sobre o que eu estava falando?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FELIZ 2011


O ano de 2010 está em seu fim e pouco coloquei em prática meus pensamentos. Melhor dizendo, poucas vezes os materializei. Muitos deles se perderam para sempre, outros consegui escrever numa caderneta que carrego em alguns momentos. Em algumas ocasiões até mesmo escrevi memórias em notas fiscais perdidas no bolso da calça. Fazer o que se a disciplina nunca foi o meu forte.
Falando nisso, em 2011 esta é a minha meta, D-I-S-C-I-P-L-I-N-A. Sem ela muita coisa falta e muita coisa sobra, mas não vou entrar em detalhes. O que quero mesmo é agradecer a todos que compartilharam pensamentos e ideias comigo neste ano tão abstrato. Digo isto por ter sido um ano rasante. Passou como uma manobra aérea. Rápido como um jato da Força Aérea Brasileira.
Apesar de veloz o ano que se acaba certamente nos deixa muitas lembranças boas. Outras nem tanto. Não conquistar o hexa foi difícil, o Haiti nem se fala. Na contramão César Cielo continua a nos dar alegrias. Mostrando ao mundo toda sua dedicação e amor a sua profissão. Já as mulheres continuam a lutarem por direitos iguais com os homens, quando na verdade querem mesmo é derrubar seus príncipes de seus cavalos brancos. Isso mesmo. Mulheres não querem direitos iguais, querem a superioridade.
Assim nossos jovens tratam nossos idosos. Com superioridade tecnológica. Só um aviso. Idosos não nascem idosos. Pois é esta a imagem que vejo de grande parte da nossa juventude. Individualistas e omissos. Reflexo de quê? De porra nenhuma. Apenas uma nova geração de pessoas que nasceram numa mesma década. Ou décadas. Tanto faz. O que não faz é a indiferença dos jovens para com aqueles que os proporcionam todas essas alegorias tecnológicas.
Mas é isso ai amigos e amigas. O orçamento para o próximo ano está sendo votado no circo de Brasília. Ainda com palhaços antigos. Os novos estarão por lá em breve. “Não perdam”. Alguns ajustes neste concorrido orçamento já foram efetuados. Reduziram um tanto da grana dos setores da educação e ciências e tecnologia. Maravilha. Viva 2011. Grande abraço a todos! Um Feliz Natal e que todos os sonhos bons se realizem em 2011.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Saco está Cheio


O saco está cheio de gente se debatendo pra sair. Não importa em quem vão pisar. Se na mãe, no pai ou no tiozinho da barraquinha de cachorro quente. Não importa mesmo. Só importa o agora, o hoje. O amanhã eu me preocupo amanhã. O que importa é hoje, somente hoje. Foda-se o passado, já passou. Quero pagar minhas contas desse mês e foda-se de novo. Dia 31? Que se foda também.


O pior é que a boca do saco está lacrada com fita adesiva de alta resistência e para piorar o saco está amarrado a uma altura superior a sua arrogância. Alto né? Pois então, que tal abaixar a crista e pensar um pouco no tiozinho da barraquinha de cachorro quente. Não precisa levar ele pra casa, muito menos dar um beijo na boca dele. Apenas lembre-se dele como uma pessoa que por vezes lhe serviu o seu tão desejado cachorro quente com duas salsichas, milho, ervilha, vinagrete, purê de batata, batata palha e um suco de brinde.

É fácil, você consegue. Sabe aquela menina que te ligou enquanto você estava ocupado fazendo porra nenhuma, para te oferecer um super plano de descontos e vantagens na sua linha telefônica. Ela também poderia ser lembrada com contentamento. Está bem, foda-se ela o tiozinho da barraquinha de cachorro quente e o resto do mundo. Quero apenas ser eu. Quero ser alguém. Quero ser reconhecido como “o cara”. O cara que te usou para se promover.

Vamos lá, me odeie. Difame-me. Fale que sou um filho da puta, corrupto, safado, insolente. Mas lembre-se, estou acima do bem o do mal. Eu sou “o cara”. Lembra? Engraçado, disso você lembra. Que bom. Porque eu sou foda e agora vou colocar no meu lugar a mulher foda. Isso mesmo, eu sou “o cara” e ela é a... Deixe-me pensar. Calma que faz tempo que não faço isso. Na verdade poucas vezes fiz. Mas voltando, ela será a “a face”. Ficou legal.

Serei sempre lembrado como “o cara”. O cara que ergueu a indústria petrolífera, o cara que pagou a divida externa (me desculpe por essa piada, sei que foi de mau gosto. Ass: Rafael Costa), o cara que levou comida para a mesa dos miseráveis, o cara que transformou o assalariado em classe média (me desculpe novamente, essa foi mais infame ainda), o cara que não sabia de nada, o cara de santo.

OBS: Não vou conseguir terminar essa crônica. Acabei de lembrar uma coisa muito importante. Não vai adiantar nada. “A face” irá se eleger e “o cara” será eternamente lembrado pelo seu carisma. Então, foda-se. Continue a fazer o que quiser de sua vida, sem se importar com a saúde esquecida, a segurança bizarra e a educação esculachada. Seja feliz, afinal agora você é da classe média. Então pode pagar um convênio médico, segurança e escola particular. Parabéns, você conseguiu.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Carta ao Povo Brasileiro da Silva


Está crônica era para ter sido publicada antes das eleições de 3 de outubro. Como não foi possível, leia assim mesmo.




Querido Povo Brasileiro da Silva, por muitos anos temos passado bons e maus momentos juntos. Nossa relação tem se desgastado com o tempo por conta de muita discussão envolvendo terceiros, que por algum motivo entram em nossas vidas e abalam nossa tão sincera afinidade. Sempre estive ao seu lado quando precisou de mim. Até mesmo quando em 1992 você adoeceu diante de um canalha com intenções errôneas para com o seu futuro.


Apesar de minha pouca idade na época, pude compreender este processo ao ver que minha família estava sofrendo com está enfermidade (sito Fernando Coller de Mello). Diante de tudo isso é que percebo o quanto você não mudou e continua a cometer as mesmas falhas, pois vejo que está moléstia apesar de dissipada por alguns anos, voltou a nos assolar e hoje concorre a um grande cargo que pode – e muito – prejudicar nosso tão apaixonado relacionamento.

No próximo domingo teremos de escolher a nossa posteridade e não entendo porque pensas em colocar uma pessoa de tão má temperamento para nos guiar (sito Dilma Rousseff). Talvez seja o medo de errar novamente ou a falsa ideia de que tudo está bem. Mas não está meu querido Povo Brasileiro. Não que esteja ruim, mas acredite. Estávamos nas mãos de um charlatão. Ou melhor, dizendo. Um homem que não se importou, não se importa e não se importará com a nossa prosperidade, mas somente com a sua promoção pessoal.


Quero muito continuar ao seu lado. Ter filhos e quem sabe netos. Olhar nos seus olhos e sentir o orgulho de ter lutado pelo nosso relacionamento de forma inteligente e integra. Poder sentar na mesa do café e sentir orgulho de você por não se deixar levar por falsas conversas. Lembra-se em 2005 quando você se arrependeu de ter dado ouvidos aquele canalha? Por ele e sua quadrilha terem arrebentado com o seu voto de confiança? Se não me engano, naquela época você não podia ouvir o nome Mensalão (sito todo o poder executivo).


A minha surpresa hoje é ver que você se esqueceu daquele episódio e atualmente acha essa pessoa o máximo (sito Luiz Inácio Lula da Silva). Isto realmente desgasta qualquer relacionamento. Povo Brasileiro, não me faça perder ainda mais a crença no futuro da nossa relação. Ainda ontem pensei em pedir você em casamento, mas vejo que posso cometer um grande engano se isso fizer. Tenho medo dos convidados que possa chamar para apadrinhar nosso casório. Tenho medo de ver você arrependido e logo depois enganado novamente.
Pense no quanto podemos ser felizes se no domingo você fizer a escolha certa (sito alguém competente, não me pergunte quem). Pense no nosso futuro. No futuro de nossos possíveis filhos e netos. Não gostaria que eles se lembrassem de nós com negativismo. A página está aberta e a caneta está na sua mão para escrever uma história decente e sem rancor, mas com muita luta e interesse nos afazeres profissionais daqueles que podem nos distanciar novamente caso continuem onde estão.


Povo Brasileiro. Serei eternamente deslumbrado por você. Contudo, tenho de ser sincero e dizer: “Larga a mão de ser burro, porra! Estou de saco cheio das suas idiotices”. Mas mantenha a calma, somos todos filhos da mesma mãe. A Pátria Amada Brasil.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

DESIGUALDADE MENTAL


Algumas várias sucessões de fatos estão ocorrendo neste momento em nossa pátria amada gentil. Num minuto despreguiçamos o “nada a fazer” e no outro estamos a caminho da companhia divina. Calma, explico: viver e morrer. Entendeu? Somos filhos de um berço tão grande que esquecemos sua grandeza e nos enjaulamos em nossas pequenas facetas casuais. Como em um roteiro cinematográfico nossos três Ps se completam nos horários e ocasiões devidas.
Os três Ps são: Particular, Pessoal e Profissional. Particular é a sua vida em seus momentos mais íntimos. Não seja leviano. Pessoal é a sua vida familiar, amigos. O social. Profissional é a sua parte mais mentirosa. Sim, mentirosa. Quantos personagens você já encenou em seus momentos particulares e pessoais. Tenho certeza que poucos. No pessoal talvez alguns mais. Mas no profissional somos todos atores.
Aquele vendedor que lhe recebe com um belo sorriso ao vê-lo entrar na loja é merecedor do Oscar na categoria melhor comédia. Com todo respeito. Não que isso seja bom ou ruim, é apenas mais um dos inúmeros fatos citados acima. O dentista pode concorrer na categoria melhor suspense. Os advogados concorrem a roteiro adaptado. Os jornalistas a melhor longa-metragem. Os políticos a melhor animação. Os psicólogos a melhor roteiro original. Os programadores concorrem na categoria curta-metragem e os cabeleireiros concorrem na categoria direção de arte. Quanta besteira!
Enquanto isso outros fatos mais acontecem no país da esculhambação. Um só é satisfatoriamente coeso para passar uma madrugada inteira bebendo cerveja com algum amigo inteligente. Pode ser a ocorrência de estarmos inertes frente às pesquisas sobre a “corrida” eleitoral. Estou rodeado de pessoas que me dizem a todo o momento odiarem a Dilma, e ao mesmo tempo, assisto estarrecido a decolada da namorada do Chuckie – O Brinquedo Assasino subir cada semana cinco pontos percentuais nas pesquisas Ibope e Datafolha. O Serra desce ladeira abaixo como um trator desenfreado. Se a coisa continuar assim, a Dilma Figa – essa foi boa (risos) – terá cento e vinte por cento dos votos em outubro.
Preste bastante atenção aos fatos que acontecem em nossas margens plácidas. Filtre com qualidade as palavras lançadas ao vento nos horários políticos obrigatórios, jornais impressos, revistas, rádio e televisão. Pense qual o seu papel em todo o processo de mudança de governo e qual personagem você representará diante da urna eletrônica. Alguns preferem ser o Debby ou o Loyd, outros Vito Corleone (O Poderoso Chefão), alguns mais ousados preferem ser Darth Vader (Star Wars). Quem sabe James Bond ou até mesmo William Wallace (Coração Valente). Tenho mais algumas sugestões. Quando apertar o confirma pense que você é o Indiana Jones ou o Hannibal.
Contudo, diante de tantos acontecimentos inusitados dos quais citei apenas um. O pensamento alheio. Posso admitir meu interesse em ver nosso grandioso Florão da América se transformar no comunismo ideológico dos vermelhos e ex-vermelhos, no capitalista dos DEMos e no socialismo dos ingênuos. Não sonho com um país justo de boa educação e saúde competente. Eu acredito. E faço de mim a representatividade do que quero ver a minha nação se tornar. Neste momento estou em busca de disciplina. Dia 3 de outubro mais um filme será lançado e o titulo pode ser “Em Águas de Camarão, quem tem um Lula é Rei” ou “2011, O Começo do Fim”. Quanta besteira!
Não é porque você comprou seu primeiro carro, primeiro apartamento, primeiro casaco de couro, primeira porta de vidro do box do chuveiro, primeira TV de LCD, que está tudo bem. Que agora o Brasil está crescendo, blá, blá, blá. Minha sinceridade a partir de agora poderá te assombrar, mas preste atenção. Enquanto milhões de brasileiros e brasileiras compram suas necessidades menos importantes a troco de status e promoção familiar, a impunidade, a falta de investimento em pesquisa, tecnologia e manufatura, a justiça lenta e falha, a corrupção e a infra-estrutura precária continuam a crescer por debaixo de discursos alucinados de um operário charlatão. Isto não é besteira! Isto é Brasil, o país da desigualdade mental.
Não se arrependa do seu voto. Faça dele uma arma contra a sua própria cegueira política. Abra os olhos e ajude quem está a seu redor a também enxergar a boca de lobo que é a nossa Capital Federal. O nosso hino já dizia em letras grandes: “Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça à clava forte. Verás que um filho teu não foge à luta. Nem teme, quem te adora, a prórpia morte”. Quanta, besteira!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Conselho de Amigo


Mais uma data comemorativa passou por nossas vidas. O Dia do Trabalhador atraiu multidões para shows de duplas sertanejas e grandes cantores como Milton Nascimento. Apoiados por uma minoria sindicalista, o grande povo trabalhador aplaudiu a incógnita da política brasileira. Acredito que o motivo de tantas palmas tenha sua origem no grande dizer: “Brasil, um país de todos”. Avisa o presidente que a memória é curta. Qual memória? Acho que a minha, talvez a dele. Quem é José Dirceu?


Sei que logo começa a Copa do Mundo. Todos querem ver o Kaká e o Robinho. Eu levaria o Paulo Henrique Ganso com certeza. Joga muito o moleque. Crack. Mas só pra não esquecer o raciocínio, em outubro deste ano vai ter eleição. Lula lembrou disso aos presentes na festança da Força Sindical e consagrou quem ele quer para “sentar” na sua cadeira. Claro que foi só uma informação, nada de mais. Dilma estava ali por acaso.


Dia 3 de outubro acontecerá a votação do primeiro turno. Deputados Federais e Estaduais, Senadores, Governadores e Presidente da República. Caso precise haverá segundo turno do dia 31 do mesmo mês. Não se esqueça de tirar o seu título de eleitor, seja um cidadão. Vote e aproveitando que o Aurélio Buarque de Holanda Ferreira completaria 100 anos hoje, vou recordar qual o significado da palavra cidadão: Na Antiguidade, o que gozava o direito de cidade: cidadão romano. / Membro de um Estado, considerado do ponto de vista de seus deveres para com a pátria e de seus direitos políticos. (Dicionário Aurélio On-line) Lembrei-me também da palavra político: Relativo ao governo de um Estado. // Direitos políticos, direitos em virtude dos quais um cidadão participa do governo. / Fig. Astuto, esperto, hábil: encontrou uma solução política. / &151; S.m. Aquele que se dedica à política. (Dicionário Aurélio On-line)


Ultimamente tenho me esquecido de tanta coisa que sonhei estar subindo a rampa do Planalto com a galega do meu lado (a galega é a primeira-dama). Acordei desse pesadelo sem me recordar se era de dia ou de noite, pois como já dizia Luis Inácio Lula da Silva, “O governo tenta fazer o simples, porque o difícil é difícil”. Brincadeiras a parte, quero esclarecer que de nada adianta reclamar do gosto ruim do peixe se quem preparou a comida não sabe ao menos fritar um ovo. Então antes de dar o peixe que você pescou nas mãos de uma pessoa inexperiente na cozinha, analise se ela sabe a diferença entre sal e açúcar.


Como já frisei teremos eleições este ano e peço toda cautela. Pesquise, informe-se, comunique-se, pergunte, responda, xingue, elogie, pinte a cara, apite, proteste. Só não reeleja aqueles dos quais nos envergonhamos e muito menos eleja aqueles dos quais vamos nos envergonhar. Seja responsável mesmo que os documentos do seu carro não estejam em dia ou a mensalidade da escola do seu filho esteja atrasada. Quando apertar o botão verde de confirma tenha certeza que aquele gesto, mesmo obrigatório, pode e deverá fazer parte de sua vida pelos quatro anos seguintes. Pense que não é porque você conseguiu comprar a TV de LCD de última geração para assistir a Copa e trocar de carro no fim do ano que está tudo nos trilhos. Conscientize-se. Faça do Brasil verdadeiramente um país de todos. Para todos.