terça-feira, 10 de julho de 2012

Crônicas de um Tumor (Alguns dias depois)


EXCELENTE
             
              Boa noite a todos. São 00h20min do dia 10 de julho de 2012. Estou cansado, olhos lacrimejantes, bocejos sucessivos e apreensivo para mais um dia de tratamento. Até ai tudo certo, apesar de não me acostumar com isso – e nem querer. Desde a última quinta-feira (05) não fiz mais nenhuma postagem por motivos de força maior (adoro dizer isso). Maaasss...! Estou de volta. Mais forte e mais bonito. É que cortei o cabelo hoje! Ele não caiu ainda.

                Tudo tem sido uma experiência fascinante. As idas e vindas ao setor de oncologia principalmente. Digo isso pelo simples motivo de ir e vir todo dia de um lugar onde você é você mesmo. Onde ali, você pode ser você, desde a hora que chega, até a hora que sai. Realmente sedutor essa coisa de sermos nós mesmos. Claro que não vou pedir para você ter essa experiência porque seria cruel demais de minha parte e também tenho certeza que não faria. Resumindo, nunca seremos os mesmo sempre. Sei que parece filosofia barata, mas é a pura verdade. Pense nisso quando conseguir ser você. Eu tentei e não consegui.

                Tenho feito uma metamorfose diária. Com um misto de Raul Seixas e uma fumada de Kafka. Às vezes acho que estou ambulante e no outro me imagino um inseto qualquer. Essas incertezas na minha vida são tudo culpa da medicação e principalmente da falta de motivação para tarefas simples do dia, como levantar e pegar um copo com água. Ok vou parar de viajar, pois a única coisa que quero neste momento e ir dormir sem a sensação de estar com um elefante dentro barriga.

                Neste dia 09 de julho de 2012 melhorei bastante no período da tarde. Senti-me mais disposto e até voltei a dirigir. Coisa que amo fazer. Resolvi algumas questões financeiras outras burocráticas, comi bastante e voltei para casa com a minha esposa e minha mãe sempre atentas aos meus passos. Dei risada da bagunça das minhas duas cadelas e do meu cão. Tudo isso sempre acompanhado da minha querida náusea. Companheira inseparável. Contudo, vou me deitar com uma grande dúvida. Se a minha vontade de vomitar é por conta da quimioterapia ou por conta das atitudes dos nossos governantes de todas as esferas desse imenso país de guerreiros e guerreiras. Seria ótimo se um tratamento quimioterápico pudesse curar a farsa, porque o diagnóstico já esta feito a mais de 500 anos.

                 
                    

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Crônicas de um Tumor (D4)


Boa pra frente que a estrada é longa!

 Olá amigos e familiares, infelizmente hoje terei de ser breve nas minhas palavras. Neste quarto dia de tratamento não passei bem. Muito enjoo e sensação de desconforto para fazer as tarefas básicas do dia, como apenas ficar deitado. Agora estou melhor, pois passei à tarde de repouso. Mais parecia que uma bigorna estava sobre a minha cabeça. Apesar desses sintomas consegui comer um pouco de sopa da Rainha pra me manter e comer algumas frutas.

No hospital tudo correu tranqüilo. Nada de novo aconteceu. Tirando alguns cancelamentos de quimioterapia por falta de medicamento, para pacientes que ainda não iniciaram o tratamento. Uma pena, pois uma equipe tão dedicada de enfermeiros mereceria todo o material do mundo para atender a esses casos tão especiais de combate ao câncer. 

Tenho certeza que na mesa do, ou dos principais responsáveis, pela compra desses medicamentos não falta comida. Muito menos medicamento para um de seus familiares que por um acaso estejam passando por isso como eu e tantos outros. Este descaso com a compra de medicamentos tão importantes só demonstra a fragilidade ou falta de importância para com os inúmeros pacientes num momento de pura imersão de cura. Só isso que queremos neste momento, nos entregar para curar.

Desculpem-me o desabafo. Antes de tudo, neste momento sou um cidadão que precisa de tratamento e atenção por parte dos responsáveis deste hospital. E assim por diante muitas outras pessoas passarão por ali e também irão querer o melhor tratamento possível. Com seus medicamentos sempre esperando para sua cura. Talvez o motivo desse atraso seja por conta de um câncer quase incurável neste país, o câncer da burocracia.

Beijos e abraços a todos!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Crônicas de um Tumor (D3)


Fred de branco, Safira ao lado e Jade folgada apoiada na gorda!

Como disse ontem, menos um dia de tratamento se foi. Hoje, no terceiro dia de aplicação quimioterápica passei muito bem obrigado. Tenho me alimentado de forma interessante nesses dias. Muitas frutas, muita água e principalmente muita calma para não deixar a peteca cair. Isso mesmo, pois apesar de aparente boa forma física a mente às vezes dá alguns erros de leitura. Sabe como é! Temos que recarregar as baterias também.

Ontem eu estava tão bem em comparação ao primeiro dia que fui recarregar minhas energias em Balneário Piçarras e matar a saudade da cachorrada. Leia-se: Safira “o mundo pode acabar”, Jade “ranzinza” e Frederico “o fura-cão”. Esses são os três donos da casa. Minhas alegrias e desesperos a cada arruaça que eles aprontam no quintal. Mas fazer o que? 

Conheci mais alguns causos na oncologia hoje. Uma menina de 28 anos com um tumor retirado de trás da tireóide. Uma senhora com leucemia. Um senhor com um tumor no esôfago e que já havia passado por 35 sessões de radioterapia e estava no leito ao meu lado aplicando quimioterapia falando como um garoto das suas histórias de vida. Um grande exemplo. Também conheci um senhor com o mesmo problema que eu, mas o dele era no testículo direito e já havia feito suas sessões de quimio. Estava por lá hoje apenas para entregar exames.

O cabelo continua firme e forte, claro que um pouco mais fino, mas ainda não caiu. Sinto mais sono do que antes do tratamento e tenho dormido feito uma pedra. A disposição também não é a mesma, mas a perseverança em continuar na ativa durante este tratamento é maior que tudo. Tenho procurado seguir minha vida como sempre foi, claro que com um pouco mais de cautela. A única coisa que tem me incomodado são as crises de soluço. Ainda não descobri porque, mas acredito que seja de tomar muita água. Logo passa.

Obrigado mais uma vez pela atenção de todos!  

terça-feira, 3 de julho de 2012

Crônicas de Tumor (D2)


SOPA DA RAINHA
    
 Menos uma sessão de quimioterapia se foi. Hoje estou bem, mais disposto e não vomitei como ontem. Consegui trabalhar a tarde e me ocupar com a mente, deixando um pouco o restante do corpo de lado e focando no exercício intelectual. Contudo, sempre se lembrando da alimentação e tomando bastante água. Essencial para minha recuperação, pois um dos medicamentos pode me causar insuficiência renal. A garrafinha de água tem se tornado minha companheira.

     Hoje recebi as mesmas doses de ontem com um medicamento a mais que durou cerca de meia hora. Durante toda a manhã observei pacientes e acompanhantes entrando e saindo de seus tratamentos. Uns já carecas e pálidos outros fortes e corados como se nada estivesse acontecendo, outros com os olhos esbugalhados ao ver tantas pessoas e mangueiras conectadas a elas, outras sozinhas sem nenhum acompanhante. O que para mim e minha esposa é um descaso da família, pois percebemos que sim, eles têm familiares, ainda mais por se tratarem de pessoas idosas. 

     No caso de hoje uma senhora que começou sua quimioterapia foi perguntada pela enfermeira quem a estava acompanhando e ela respondeu que um vizinho a tinha levado ao hospital. Indignada a enfermeira exclamou: “Vizinho, cada a sua família”. A senhora apenas silenciou.  Uma pena para a importância de tal tratamento, pois quem ajudou esta senhora a ir ao banheiro foi a minha esposa.

     Contudo, a vida continua, amanhã mais um dia pela frente e mais idas e vindas ao banheiro. Culpa de muito soro e água. Assim vou em contagem regressiva para o fim do tratamento. Faltam só treze. O cabelo continua firme e forte e acima de tudo a vontade de seguir de cabeça erguida. Guerreiro de fé. 

     Quero destacar o trabalho do pessoal do setor de oncologia do Hospital São José. Fiquei empolgado com o atendimento. Ao chegar hoje minha cama já estava marcada com meu nome e a medicação não precisei esperar mais do que cinco minutos para aplicar. Todas as enfermeiras sempre solicitas e com um sorriso no rosto, mesmo com tantos pacientes a serem atendidos. Tenho que destacar ainda o meu melhor remédio nestes dois dias de quimio. Minha esposa, mulher guerreira e de um caráter incomparável. Sempre ao meu lado e disposta a tudo pela minha melhora. Te amo minha rainha!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Crônicas de um Tumor (D1)

   
    Nada como uma dose de quimioterapia para nos dar enjoo. Primeiramente quero agradecer a todos e a todas pelo enorme carinho e palavras de força nas ligações, no Facebook, por e-mail e pessoalmente. Vocês são demais, pessoas que amo a passo a amar ainda mais e pessoas que estou aprendendo a amar. A vida tem me ensinado muitas coisas nestes últimos cinco meses, mas a principal delas foi descobrir a verdadeira essência do ser humano, o carinho. Pode parecer pouco, no entanto é o suficiente para me manter de cabeça erguida.

    Vou explicar o meu caso a vocês. Estava trabalhando em Brusque – SC na construção de um projeto Minha Casa Minha Vida para uma empresa de engenharia civil de Blumenau. Estava bem instalado na cidade do marreco recheado e de grandes amigos. Numa quinta-feira de março, minha esposa que estava morando em Joinville saiu de férias e foi para Brusque ficar comigo. Neste dia, conversa vai conversa vem, decidimos pesquisar na internet o porquê do inchaço no meu testículo esquerdo. Cheque-mate, o Dr. Google matou a charada: Tumor.

     Resolvemos então correr para o hospital em Brusque mesmo, para ver o que estava acontecendo e o que não queríamos se confirmou. Na terça-feira seguinte já estava na mesa de cirurgia para a retirada completa do testículo esquerdo onde se encontrava o tumor. A partir daí me recuperei da cirurgia e fui para casa. Procuramos um oncologista que nos deu todo suporte e explicações necessárias sobre o caso. Com as seguidas baixas nos índices tumorais foi diagnosticado que a principio não necessitaria de quimioterapia, mas de um acompanhamento mensal de exames de sangue e trimestral de tomografia para o controle dos índices deveria ser feito. Contudo, no último exame que realizei em Brasília onde estava a trabalho e ficaria por aproximadamente quatro meses, aconteceu as alterações indesejadas. Então voltei a Joinville para fazer este tratamento quimioterápico.

     Hoje foi a primeira sessão. Cheguei por volta das sete e meia da manhã no setor de oncologia do Hospital São José e logo fui encaminhado aos procedimentos. Primeiro uma dose de soro para hidratar, alguns minutos depois chegou à primeira dose de medicamentos. Duas horas aplicando. Tudo certo. Depois mais uma dose de medicamento, uma hora aplicando. Tudo certo. Mais um pouco de soro e fui liberado por volta do meio dia. Sai e fui para casa da minha sogra almoçar. Tudo certo também. Mas como eu disse anteriormente, nada como uma boa dose de quimioterapia para dar enjoo. O cartão de boa vindas foi dado, vomitei por volta da quatro horas da tarde. Amanhã tem mais. Grande abraço a todos!


segunda-feira, 5 de março de 2012

ÀS VEZES ME FALTA



Não é novidade pra ninguém o quanto é bom passar algumas vezes por ele. Sei também a enorme falta nosmomentos de aperto. Pouco é muito, muito é pouco. A necessidade é constante, se
você esquecer, as coisas podem se complicar, ou não. Tudo vai depender dele.
Isso quando as coisas vão muito bem, obrigado.
O tempo realmente é um bicho de algumas cabeças, sete talvez seja pouco. Querendo
ou não, estamos sempre conectados a este ser imaginário. Porque mesmo estando
grudados a ele, nunca o enxergamos? Qual é sua visível finalidade em nossas
vidas? Parece organizado demais, preciso demais. Matemática? Pode ser. Mas não
é o único órgão deste corpo invisível.

A vida corre o tempo todo atrás de motivos, por simples justificativas
desnecessárias. O ruído é auto e absurdamente negativo, sempre. Mas se existem
duas coisas nessa vida corrida são pedir e reclamar. Como é bom reclamar de
tudo e de todos. Pedir então é a melhor das justificativas desnecessárias. "Mas
eu pedi pra ele!" Exclama o bom moço. "Isso não é problema meu!" Exclama novamente
o bom moço.

Cada sonho tem o seu valor, sua recompensa. Parece frescura demais, mas é só isso.
Alguns querem fazer uma mulher ou um homem feliz. Outros querem a carreira tão
sonhada pela mãe e apreciada pela namorada filha do amigo da sua irmã mais
velha por parte de pai. Tem aqueles adoradores do clube do eu me amo. Silicone
é coisa do passado, a moda agora é ser autentico.

Bem vindo à estação da incerteza, do olhar da manhã sobre as pessoas no caminho. O
tempo está ai. Ininterrupto, corrupto, aberto a felicidade e incapaz de parar.
Nunca aconteceu de o tempo parar. Mesmo quando dormimos o tempo já passou.
Coisa boa de viver é viver. Ainda mais se for com o tempo a nosso favor.
Preciso ir, ando meio sem tempo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"BAGUNÇAVILLE"




Talvez esta seja a melhor definição para a Joinville que hoje resido. Uma bagunça generalizada. Ninguém se entende. O executivo e o judiciário parecem cão e gato. O executivo em especial parece uma barata tonta. O judiciário jogando o veneno e o executivo tentando se proteger de qualquer forma. Ai eu pergunto. E a população nesta história toda?

Particularmente sinto-me órfão do governo municipal. Nada é feito diante de tantas denúncias do esquecimento público. Poderia sim, citar diversas “promessas” feitas pelo atual governo municipal nas últimas eleições, mas não farei isso por um único motivo. Iria cometer o mesmo erro do prefeito. Apenas inflar o meu ego com informações desnecessárias. Pois é isso que o nosso governo está fazendo. Se preocupando apenas com a sua imagem diante da população acuada pela falta de competência governamental.

Saneamento básico, segurança, vias asfaltadas, transporte público mais barato, atendimento que valoriza o cidadão, prestação de contas, saúde de qualidade, escola para todos e moradia é obrigação de quem governa fornecer. Obrigação e não um favor. Pois é assim que todos nossos governantes nos atendem. Isso quando nos atendem. Jogam em nossas caras nas campanhas eleitorais que fizeram isso ou aquilo. Então volto a perguntar. E a população nesta história?


A discussão criada pela secretária de comunicação de Joinville revela mais uma falha no sistema executivo da cidade. No jornal A Notícia de domingo, dia 04 de setembro, ela diz que escreveu seu artigo intitulado “Nossaville” - publicado como réplica ao texto “Buracoville” - no dia 30 de agosto em defesa do governo municipal.


Desculpe-me secretária, mas tapar os olhos para o estado indigno da cidade é confessar a falta de informação da secretaria de comunicação. Talvez a secretária deve-se mudar um pouco a sua rotina e em dias de chuva, olhar pela janela do seu gabinete. Ou melhor, me fazer uma visita lá em casa. Fazem mais de três meses que não tenho iluminação na rua e quando chega à noite é uma escuridão. Apenas os gatos do vizinho se arriscam a sair.


Buracoville, Nossaville, Bagunçaville, ou seja lá qual for o codinome. Joinville acima de tudo merece respeito. Merece ser ajudada por todos aqueles que ali residem. Merece iniciativa da opinião pública diante de tantos fatos mal esclarecidos. Joinville deveria ser lembrada por seus habitantes como uma cidade próspera e de oportunidades, como assim é. Contudo, vejo apenas a inquietude da população misturada com a ineficiência do atual governo. E aproveitando a oportunidade vou sugerir mais um nome. “Esperançaville”, de que um dia isso irá mudar.



segunda-feira, 11 de abril de 2011



Dois hipopótamos conversam tranquilamente numa bela lagoa ao sul de Massachusetts, sobre as regalias dos Deputados Federais e Senadores da Brasilândia, pequeno país ao norte do estreito de Muita Cana, localizado no centro nordeste do arquipélago de Cafeína. Conjunto de ilhas habitado principalmente por parasitas, que por sua vez procriam a cada quatro anos com a ajuda de milhares de centenas de indivíduos primariamente identificados como parte do grupo dos moluscos.

- Ei seu hipopótamo imbecil. Cadê aquele elefante burro que estava por aqui hoje de manhã?

- Não sei. Hipopótamo mal educado.

- Claro que sabe, porque não me diz?

- Dizer o quê? - Onde está o elefante!

- Deve... Sei lá...! Não me enche!

- Então me responde uma coisa. Quer trabalhar pra mim?

- Tá maluco...! Sou assessor do Rei Leão. Não troco minhas regalias por nada.

- É um imbecil mesmo. Não quer nem ao menos ouvir a proposta?

- Fala...!

- Duplico seu salário, forneço carro zero, Iphone e Ipad lançamento, apartamento avaliado e 2,5 milhões e algumas regalias.

- Regalias é bom...! Quais?

- Camarote extra-power-mega-vip em todos os carnavais de Salvador até 2025, uma Ferrari, o modelo será de sua escolha. Dois seguranças para àquelas horas em que você precisar, como por exemplo: dirigir bêbado e matar vítimas inocentes; desviar dinheiro e aparecer no jornal; dar declarações preconceituosas; dançar no horário de – possível – trabalho; ou até mesmo quando for necessário poderá usá-los para garantir a execução sumária de seus opositores. O resto virá conforme sua fidelidade ao partido.

- Interessante, qual é o seu partido?

- PSS.

- PSS?

- Partido dos Sangue Sugas, foi com esses animaizinhos espertos que entrei para a política da Brasilândia.

- Fechado, quando eu começo?

- Assim que o nosso mestre liberar.

- E quem é o mestre?

- A Lula.

- Mas ouvir dizer que a Lula é muito brava.

- É nada, a cara daquilo é assim mesmo...!

- Hummm, que bom porque pra mim cara feia é igual ao PAC.

- Como assim?

- Sem nenhuma simetria.

- Continuo sem entender.

- Tudo bem, esse é o seu trabalho.

- Trabalho? Eu sou assessor do mestre.



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"A ANTROPÓLOGA"


Lançamento 29 de abril nos cinemas dos Shoppings Iquatemi, Floripa e Itaguaçu.